Destaques do Sertões Petrobras são o Brasil no Dakar 2026

O Rally Raid mais uma vez terá o privilégio de abrir a temporada internacional do esporte motor. Entre os próximos dias 3 e 17, a 47ª edição do Dakar reúne motos, UTVs, carros e caminhões nos desertos e regiões montanhosas da Arábia Saudita para iniciar a disputa do Mundial (W2RC) 2026. Como é igualmente tradição, o Brasil marca presença com um time de respeito, acostumado a mostrar seu talento e habilidade pelos caminhos do Sertões Petrobras.

Desta vez, serão sete representantes (dois a mais que em 2025). Uma lista encabeçada pelo primeiro brasileiro campeão da principal categoria do W2RC nos carros. Tri do Sertões, Lucas Moraes chega ao Dakar 2026 com motivação redobrada; nova equipe, veículo e navegador.

O paulista de 36 anos trocou a Toyota pela Dacia (divisão do Grupo Renault). Vai comandar um dos Sandrider T1+ desenvolvidos pela Prodrive e terá como companheiros dois monstros sagrados do fora de estrada: Nasser Al-Attiyah (cinco vezes vencedor do Dakar) e Sebastien Loeb (nove vezes campeão do WRC), além da espanhola Cristina Gutierrez.

Se a adaptação ao novo equipamento é um desafio diante do pouco tempo de testes, Lucas já mostrou sua força em situações semelhantes. Caso da estreia no Dakar em 2023: com uma Toyota GR Hilux DKR privada, foi ao pódio, com o terceiro lugar (atrás justamente de Nasser e Loeb). Neste ano, ele terá a seu lado o navegador alemão Dennis Zenz.

Ainda nos carros, Marcos Ermírio de Moraes, o MEM, repete a experiência de 2025 a bordo de uma picape Toyota GR Hilux DKR T1+. Desta vez, o pai de Lucas, por mais de duas décadas à frente do Sertões, terá a seu lado Fábio Pedroso – juntos, fecharam o Sertões 2024 na terceira posição entre os carros.

Entre os UTVs, três navegadores bastante acostumados ao Dakar terão a missão de manter o retrospecto positivo do Brasil na modalidade. Depois de ser o segundo na Challenger (T3) ano passado ao lado do português Gonçalo Guerreiro, Cadu Sachs desta vez formará dupla com Ignacio Casale, dono de três conquistas nos quadriciclos. O vencedor do Sertões 2023 nos carros e o piloto chileno contarão com um Taurus T3 Max da equipe BBR.

O português Guerreiro contará desta vez com a experiência de Maykel Justo. O paulista estreou no Dakar entre os caminhões, ao lado de André Azevedo (2006) e também navegou nos carros, além de andar anteriormente nos UTVs.

Já Enio Bozzano, que pilotou no Dakar 2023 e navegou para Bruno Varela no ano seguinte, vai repassar as orientações da planilha ao argentino Pablo Copetti, em um MMP T3, também na Challenger.

Retorno e estreia

Depois de seis anos, um brasileiro volta a acelerar entre as motos no Dakar. Desta vez, o catarinense Luciano Gomes, vice na categoria Moto Over 45 do Sertões Petrobras. Em 2023 ele competiu nesta que é a prova de abertura do Mundial de Rally Raid (W2RC), mas como navegador do amigo Bozzano. O sonho, no entanto, era alinhar sobre duas rodas.

Roteiro

O Dakar 2026 começará e terminará em Yanbu, às margens do Mar Vermelho, com dia de descanso em Riyadh. Seis das 13 etapas serão disputadas em laço, com largada e término na mesma cidade. A etapa de 48 horas, incluída em 2024 e 2025, não será repetida este ano. Por outro lado, haverá dois estágios no conceito Maratona, em que apenas os próprios competidores podem fazer a manutenção dos veículos ao fim do dia.

A região do Empty Quarter desta vez não foi incluída no percurso pela organizadora A.S.O. Serão ao todo quase 8 mil quilômetros. Carros, UTVs e caminhões farão 4.901 km de especiais, enquanto as motos completarão 4.808 km contra o relógio.